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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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MATA DAS DUNAS DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO EM RISCO DE SER AMPUTADA

Mäyjo, 28.02.15

Mata das dunas de Vila Real de Santo António em risco de ser amputada

A relocalização do parque de campismo de Monte Gordo para poente, cuja intenção já foi publicamente anunciada, irá destruir mais uma parcela significativa da Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António (ver mapa), de acordo com o ONG de ambiente Quercus. “O único propósito [desta medida é] satisfazer negócios imobiliários do município de Vila Real de Santo António e obter receita à custa da destruição dos valores naturais.

A Quercus explica que acabou de tomar conhecimento da intenção pela próxima Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, que pretende alienar os terrenos cedidos pelo Estado e relocalizar o Parque de Campismo de Monte Gordo para o lado poente da vila. Isto irá “destruir mais uma parte da Mata Nacional das Dunas Litorais e do Sítio de Importância Comunitária Ria Formosa / Castro Marim”.

A Mata Nacional das Dunas Litorais é uma das poucas áreas florestais públicas do Algarve, estendendo-se os seus 434 hectares ao longo da faixa dunar que vai do oeste de Vila Real de Santo António a oeste de Monte Gordo.

“É um ecossistema dunar de elevada importância, onde se evidencia a presença de floresta de pinheiro-bravo e pinheiro-manso (habitat prioritário para a conservação na União Europeia) e de vegetação dunar composta pelo cordeiro-da-praia, cardo-marítimo, eruca-marítima, estorno e pelo tomilho-carnudo (um endemismo nacional). A inserção da Mata Nacional das Dunas Litorais na Rede Natura 2000 – Sítio de Importância Comunitária Ria Formosa / Castro Marim demonstra a importância deste local no contexto europeu”, continua a Quercus.

A ONG já pediu esclarecimentos ao município de Vila Real de Santo António sobre este assunto. “Usaremos todos os meios ao [nosso] alcance para impedir que, mais uma vez, o património do Estado Português seja alienado para satisfazer interesses imobiliários, numa região que tem excesso de oferta imobiliária e turística e que tem vindo a destruir de forma sistemática os seus valores naturais sem tenha sido salvaguardado o interesse público”, conclui a Quercus.